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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O que o Brasil ganha com a Pesquisa Espacial?

À primeira vista, parece que a pesquisa espacial é algo que está muito longe do nosso cotidiano. Este é um deslize que corriqueiramente cometemos, pois não percebemos o quanto dependemos dos avanços tecnológicos que vêm da exploração do espaço.


Como seria a sua vida sem a TV por assinatura, o forno de microondas, o telefone celular, os tecidos sintéticos ou os óculos de proteção UV?

Na realidade, várias tecnologias, que hoje utilizamos com a maior naturalidade, vieram de pesquisas no campo espacial. Os benefícios mais conhecidos estão presentes nas áreas de telecomunicações, de informação e de posicionamento geodésico, com utilizações que recaem sobre outras atividades, tais como mapeamento da Amazônia, monitoramento do clima, sensoriamento remoto, agricultura, exploração mineral e vegetal. O desenvolvimento na área médica também não fica de fora: imageamento digital utilizado nos exames de detecção de câncer, miniaturização de equipamentos eletrônicos, sensores para monitoramento de pacientes em UTI e muitos outros.

PROJETO SATAL_Foguete JAVELIN_1967_1_Fonte ESBOÇO HISTÓRICO DA PESQUISA ESPACIAL NO BRASIL, Adauto Gouveia Motta, p. 58

O Brasil, como muitos outros países desenvolvidos e em desenvolvimento, não pode relegar a um segundo plano os benefícios capazes de serem obtidos com a busca de novas tecnologias. Cabe aos brasileiros, através de seus representantes, a consciência do potencial que a exploração espacial pode proporcionar a sua população. Esta filosofia é uma meta já perseguida pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno há quase meio século, tendo contribuído significativamente para a concretização do Programa Nacional de Atividades Espaciais em parceria com diversos órgãos nacionais e internacionais.


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